Uma vez, o Jack falou:
"Quando se tem insônia, você nunca dorme ou acorda de verdade."
Eu sou o sono inexistente do Jack.
Aquele que aparece quando você menos espera.
Já sentei do seu lado, na penumbra do seu quarto, entre você e sua namorada, enquanto seus olhos injetados e vermelhos tentavam compreender o que estavam tentando vender na tv.
Apareci no meio da sua bebedeira, garota, justamente no momento que tocava a melhor música da balada. Te abracei e fiz a tequila te nocautear. Sou bom nisso.
Eu sou a loucura velada do Jack.
Fiz você perder o fôlego, quando viu o namorado da sua ex-namorada dizendo com o olhar:
- Você não vale a pena nem para tomar um soco na boca.
Juntei os cacos que sobraram do espelho que você quebrou, enquanto via uma pilha de ossos e pele que antigamente tinha o teu nome.
Me tornei um porto seguro, um caminho alternativo de fuga, que você, sua demente, se embrenha pra poder ter desculpa, álibi, sei lá que porra você chama, quando quer fazer tudo que vem na cabeça e não ser julgada por isso.
Eu sou o sorriso estimulante do Jack.
Aquele que te explode por dentro, te deixa eufórica como se tivesse tomado anfetamina estragada e faz você voar por cima da Hercílio Luz.
Sou o susto infantilóide do Jack.
Sou o capricho maníaco do Jack.
Sou o Jack
Completa e infintamente Jack.
Com todas as coisas absurdas dele.
Ou minhas, não importa muito.
Sou eu mesmo.
E tem que ser mais do que suficiente.
Se não for, a porta da rua é serventia da casa.
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