domingo, 10 de julho de 2011

É o que tem

Eu devo ter jogado pingue-pongue na santa ceia, só pode.

Eu não entendo porque raios você coloca suas calcinhas encharcadas na torneira do chuveiro. É simplesmente algo inconcebível. Isso sem falar nos momentos que eu passo, observando atentamente meu aparelho de barbear, pra ver se consigo detectar se ele foi usado por você em lugares que com certeza diferem do rosto.

Não é nojo. É senso comum. Sei bem onde isso vai dar.

* * * *

Também não gosto quando você fuma. Parece um idiota, faz isso só quando bebe, com os amigos. Foi o ó, quando você trouxe aqueles charutos, na noite do pôquer. Ridículo. E saiu arrotando e se achando o macho-alfa. Por favor, né?

Aliás, modos nunca foram seu forte, não é? Suga o espaguete como se fosse a última coisa antes de 2012 chegar e acabar com toda essa agonia de fome. Tira meleca do nariz fingindo que só tá coçando, eu já te dei uns flagrantes.

Por que que eu estou contigo mesmo?

* * * *

Nossa.

Você foi demais.
Sério, aquela coisa com as pernas. (risos) É, eu não consegui manter a posição por muito tempo, meu futebol semanal não me dá esse condicionamento físico todo. Ah, obrigado, meu cheiro. Gostei muito também. Na verdade, não sei o que eu não gosto em você...

Não canso, não.
Nunca vou enjoar. Capaz. Até parece.

Você é meu amor.

* * * *

Ah, amiga, foi lindo.
Ele é um fofo, me deu flores na frente de todo mundo, no meio da aula. Eu fiquei roxa, claro, mas me senti a mulher mais amada do mundo. E aquelas piranhetes mor-re-ram! Sim! Elas ficaram me olhando com uma cara...

Ah, a gente briga toda hora, mas que casal que não briga? Eu gosto até. Depois ele vem me dar beijinho, pedir desculpa, hmm. Sou mesmo, muito sortuda.

Ele é o meu amor.

* * * *

No final, a gente se vira do jeito que dá.

"Há pessoas desagradáveis apesar das suas qualidades e outras encantadoras apesar dos seus defeitos."
François La Rochefoucauld

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