N
Natália indef.
Imagine que você abre um dicionário desses. Você quer achar uma palavra, um verbete, um reflexo de sentido para entender e definir uma coisa. Você folheia, passando os olhos com cuidado em todas as palavras que denotam algum sentimento: amizade; amor; carinho; compreensão; cumplicidade; felicidade; paixão. Nada. Não é nada disso.
Não tem classe gramatical, como podem ver. Não tem definição fixa, ela varia com o humor, com a distância, com o tempo, com a voz no telefone ou a visão na webcam. E agora? Onde está minha credibilidade? Traduzi e defini todos os outros verbetes, por que não posso terminar com chave de ouro?
Natália é pura química. Mistura comigo e dá uma coisa monofásica.
Ela é o cimento, une todas as coisas, tudo que eu sinto em uma só unidade física. Uma só molécula de sentimento. Não. É uma bomba microscópica, que cabe na palma da minha mão, mas se eu mexo muito, ela explode que nem ogiva nuclear de filme de ação, engolfando a tudo e a todos.
Droga, ficou parecendo que ela é um ser inteligível, incompreensível e complicado.
Ela é simples como tomar nescau quando se acorda. Como escovar os dentes e rezar antes de dormir. Como dizer "hotpocket" de um jeito fofo. Simplicidade é ver o mesmo pôr-do-sol por 999 vezes e na milésima, olhar como se fosse uma coisa inédita. E é. Sempre é.
Inédito é o amor que ela (me) atrai. E que sempre vai atrair.
Ainda e sempre.
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