Você é simples. Gosta de coisas pontuais, objetivas, apesar de se aventurar em subjetividades, metáforas e abstrações. Mas fica feliz com uma casinha de pau à pique, caindo aos pedaços, sem muita coisa dentro, mas SUA.
Aliás, tudo que é seu, não precisa ser perfeito. Eu não sou. Não que você não fosse gostar, mas não faz questão. É muito tranquila e serena pra isso. Prefere dar um boi pra não brigar e mil pra fugir de uma briga. Mas se for pra bater de frente, você bate. E forte. Dá chave de perna e tudo.
Gosta de calor carnal, arranhar, morder, grunhir e enlaçar suas grandes pernas como se fosse a última coisa do mundo. Mas depois do acontecido, fica feliz de saber que tudo foi bonito e normal, como eram pra ser todas as vezes com aquela pessoa que tu gosta.
Repara nos detalhes, nos contornos, na fisionomia. Mas esquece do nome, da circunstância e do momento. Por enquanto, nunca te prejudicou ser assim, desmemoriada em parte.
Distraída, deixa tudo pelo caminho. Esquece da vida, precisa de apoio pra lembrar das coisas. Não por ser descuidada - tá, talvez um pouco por isso -, mas mais por prestar atenção em coisas mais interessantes. Como as pessoas. O agora. Vão se os anéis e ficam os dedos, certo?
Tem um jeito meigo, uma fofura quase infantil, dá vontade de apertar. O sotaque levemente paulistano, com aquele erre retroflexo, potencializa isso. Fala baixinho quando é pra falar. Grita quando é pra gritar. Costumava criar expectativas elevadas sobre as pessoas, o que já te fez sofrer bastante. Agora é diferente, você criou gosto pela independência. E ser independente significa não ter tempo pra criar expectativas. Ocupada demais procurando uma coisa nova pra fazer.
Gosta de trabalhar, é feliz ocupando a mente o dia todo, não gosta do ócio, sempre precisa fazer alguma coisa. Pensar na vida às vezes te deprime, às vezes te deixa feliz.
Sabe ser mulher, ser amante, ser amiga. Simpática, se relaciona fácil com as pessoas, até inocentemente em algumas ocasiões. Isso acarreta algumas consequencias, mas que são facilmente contornáveis e não fazem parte da tônica dessa texto-tentativa.
Gosta dos amigos e valoriza veementemente a opinião deles, seguindo as que parecem mais viáveis. Às vezes os amigos erram e você erra por tabela. Mas tudo bem, pelo menos eles, na qualidade de amigo, tentaram te ajudar e você sempre foi e é grata por tê-los na sua vida, já que eles não são tantos assim. Você guarda os seus com carinho e apreço, mesmo sem ter tanta amizade, porque você é assim mesmo.
Simples, como chuva de verão, como maresia da praia, como arroz e feijão. E produz sensações únicas, como as coisas (e as pessoas) simples devem ser.
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