Coisa linda, essa tal de Internet.
Sempre penso em Pessoa quando abro meu browser, digito um link de rede social e começo a fazer o que Álvaro, Ricardo, Alberto e Fernando disseram: "Navegar é preciso"!
E em mares dantes nunca navegados, observo as terras de gente que bate cabeça por bobagem. Gente que sofre do mal quase irreparável da viciante masturbação mental, aqueles bate-papos enfadonhos que tem, como forma de nascimento, fato mais absurdo e difícil de explicar do que a origem do universo. Como destrinchar o método que fora criada uma conversa que saiu do Nada e continuou sendo nada, mesmo não parecendo?
Tudo bem, ignoremos este fato. Fazer dele o assunto deste texto seria cair na armadilha que eu mesmo repudiei, há pouco. O importante é o que eu vi nos mares da rede mundial de computadores.
Deus existe?
Ora bolas, querer explicar isso é como querer que o Criador, pessoalmente, venha nos dar na cara e falar, com sua voz gutural e suprema:
- Parem com essa palhaçada e vão caçar o que fazer, diabos... Não, não é com você, inferno! Ah, esquece.
É, ele não vai aparecer pra tão pouco. Então resta a nós, meros mortais, termos o bom senso de não desgastar nossas amizades. Se ele existe ou não, se ele é sinônimo de energia ou até mesmo se ele é aquele cara barbudo que a gente só vê a mãozona, isso fica a critério de cada um. E aquela coisa da centelha divina, eu tenho um nome pra isso. Empatia. Se colocar no lugar do outro. Saber que se pensam que ele está em tudo, também tem espaço pra pensar que ele não existe.
Blasfêmia?
Melhor que dizer o nome de Deus em vão.
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