Sérgio s.m.
Ser de massa corporal elevada, que ocupa espaço físico em excesso dentro e fora da gente. Faz poesia boa, toca música boa e - pasmem - pega mulher boa, volta e meia. Afinal, ele transparece e se destaca na multidão. Sendo carregado, de muleta, ou não. Rescendendo amizade, misturado com o cheiro da cerveja seca, na Trindade. Com a camiseta pólo listrada. Com a fumaça do cigarro e mais nada. Nicotina presa no ar. Um dia, perto do mar, ele descansou. Agora, de volta a árvore de lima, faz o fruto secreto da poesia brotar dos ramos de sua cabeça gorda. Seus seguidores-fãs nada virtuais seguem viagem. Quem chegar primeiro, põe a Skol na geladeira e espera o resto da tropa. Pacientemente. Paciente. Ente. Irmão.
Samuel s.m.
Torcedor doente. Mestre na arte de ser um perfeito imbecil, com um quê de infantilidade. Por outro lado, símbolo de lealdade e amizade. Exemplo de integridade, alegria e um tantinho assim de vadiagem. Traz a risada no bolso e, apesar da baixa estatura, é um grande amigo. Para se guardar por muitos momentos, seja na pelada de segunda, no jogo da terça, no show da quarta, no bar de quinta e até mesmo, tocando "sucessos como Gatinha Manhosa".
T
Tanay s.f.
Menina-mulher que parece, com sua cor jambo, deixar o mundo em câmera-lenta. Não é sabido se vem dos lábios traduzidos em sorriso doce ou da argola metálica encrustada no canto da boca. O é ponto pacífico é que a risada tem fator agravante, sem sombra de dúvida. E a tontura deve ser também efeito colateral. Naturalmente que alguém tão meigo não poderia possuir reflexos de um guepardo. Menina vertiginosamente cambaleante, sempre à beira de uma queda. Ou luxação em algum objeto duro. Porém, suas garras sim são afiadas como a do felino supracitado. Deixa marcas por onde passa. Sempre.
Thiago s.m.
Alcunha de Val. Ou seria o inverso? Poeta boêmio dos tempos da parafina. Parafina porque tinha mania de ir à praia às 4h30 da manhã. Ou porque teve a infeliz idéia de descolorir o cabelo, como o de um surfista bêbado. Enfim. Traz uma tranca invisível ao redor de seu enorme corpo redondo e seboso, que protege todos seus segredos mais inimagináveis. E oferece outros em troca, um outro Thiago, um músico nato, sereno, hilário, inconsequente, irresponsável, companheiro. Apaixonado pela vida. E, no sentido natural da barganha infinita que ele reproduz, pede o amor dela em resposta. Correspondência. É o único jeito de encontrar este artista perdido, num fim-de-tarde qualquer, tocando um blues acabado no meio dum mato, sem oaparápapara pra completar a rima. E se a tal carta chegar, não espere resposta. Muita preguiça pra isso. Mas talvez saia uma canção, se você tiver sorte.
V
Vinícius s.m.
Por um acidente do destino, um indíviduo com altos índices de melanina no tecido epitelial se fez presente no mundo, trazendo um pouquinho mais de negritude e sabedoria plena neste mundo a cores. Espalha a semente de sua vivência através das pessoas que conhece e tem uma avó que, dizem, é a reencarnação de Platão. De qualquer forma, possui talento inato para ser companheiro, amigo e confidente, embora confunda um desabafo com uma psicoanálise, às vezes. Mas o que importa é a intenção. Ele tem uma série delas, e as más ele guarda para os espécimes femininos do ser humano, onde ataca sem dó nem piedade. Afinal, é disso que ele tira suas letras, todo seu conhecimento de vida se alimenta de paixões. Quando as dele não é suficiente, se apropria das que conhece. E traduz tudo no alfabeto romano, só de birra. Afinal, nem todo mundo pode ler um sentimento. Ele pode.
Ou morres, ou vens morar mais perto, porque assim não dá mais pra ficar!
ResponderExcluirSeu filho da puta, podia jogar pimenta no meu olho que eu chorava mais fácil!