domingo, 5 de setembro de 2010

Votos

Olha como é a vida.

Eu resolvi, como o senhor pode ter notado, em não acompanhá-lo ao único lugar que poderíamos exercer nossa boêmia natural, por frio, preguiça, vontade de nada e tudo ao mesmo tempo. O conforto(?) de nossa casa (que prazer em falar esse "nossa") foi preponderante para essa opção.
Mas agora, me veio a vontade de escrever e apenas por me inspirar em inspirações alheias às minhas. Não por serem diferentes em formato, simplesmente não se originaram dessa grande caixa craniana que possuo. Mais estranho: comecei a escrever e apareceu um cidadão na tevê com a cara do seu irmão. Sim, ele era meio feio.

Mas isso também foi preponderante para que eu começasse a escrever.
E começo assim:

Projetos, projetos...
O que vocês sentem quando vêem uma bandinha emitindo alguma onda sonora fazendo sucesso? Inveja? Vontade de trabalhar? Ou nada?
Se for inveja, tudo bem. Não é difícil se deparar com seres de qualidade infinitamente inferior em musicalidade ganhando tonéis de reais e dizer: "Filho-da-puta!". Mas ainda não é o ideal.
Se for nada, tudo bem também. Vocês estarão lá um dia, a mentalidade deve ser de indiferença mesmo, até para analisar com imparcialidade quem está do outro lado, tentando só ganhar o seu, sem julgamentos posteriores. E até - sonhar não custa nada - para ver se valeria a pena um "D*Gelo feat.", não é?
Se for vontade de trabalhar... bem, vocês já estão trabalhando. Não preciso dizer isso, não é? Mas agora, as coisas mudaram um pouco.

Eu entrei, vocês queiram ou não, na equação.
Vivo, literalmente, com vocês. Com muita honra e lisonja, pois peguei o bonde no começo. E vou incomodar pra que ele não quebre ou descarrilhe no meio do caminho. Não se iludam. Eu não faço isso por altruísmo. Até porque, como já discutimos, altruísmo puro não existe.
Eu faço porque me faz bem. Porque eu, no vácuo de seu sucesso, me sinto realizado.
É como um carro lotado e eu disse: "Vou com vocês!". Tô me segurando no trinco da porta, aproveitando que estamos em 10 km/h. Quando vocês pisarem fundo e chegarem aos 80 km/h, eu não vou mais ter força pra me segurar. E vou ter que ver esse carro "de gelo" ir embora. O que vai me restar?
Rezar pra que ele nunca derreta no asfalto.
E lembrar, com felicidade, que eu andei com vocês. Mais ou menos.

São meus votos de sucesso, a todos nós.
Na música, na vida, no amor, no sexo e - por que não? - dentro da tevê, ouvindo uma pergunta de um cara parecido com o irmão do baixista da banda.

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