Se vocês pensam neste assunto, esclareço.
Também nunca sei se escrevo a ficção da vida real ou a realidade de minha imaginação fertil. As coisas simplesmente brotam do teclado do notebook, saio andando a esmo, nos quintais de subúrbio americano que mantenho dentro da minha cabeça (enorme, dizem), esbarrando em memórias e podando as partes que não cabem na história. Estilo Edward-Mãos-de-Tesoura. Só que menos pálido e descabelado.
Agora tenho medo desse lugar.
Voltei hoje pra ver, e tudo estava com cara de filme de terror. O drama virou susto, a lágrima virou sangue e o calor de amor virou suor frio. Fechei a porta e agora, estou com a chave na mão, revirando entre os dedos, fitando a fonte de minha alegria e de minha perdição.
E é por isso que vocês não vão ver nada nestes lados, por um tempo.
Para os novos que vierem, lamento.
Para os velhos que já vieram, lamento.
E para quem nunca vai ouvir falar de mim, lamento.
Tudo foi, é e será culpa do Tempo, que esqueceu de dar as mãos com o Amor, seu filho mais querido. E agora, se perderam e vão demorar a se reencontrar.
Mas, como naqueles programas dominicais que te dão depressão, alguém há de juntar esses dois. E nesse dia, todos iremos chorar de felicidade.
Como eu fiz hoje, vendo "De Volta Para Minha Terra".
Então é isso.
Até mais.
Au revoir.
Arrivederci.
Sayonara.
Aufidersen.
Hasta la vista, baby.
Que o cinema, o tango, a orquestra, a rave e toda distração nula faça o mundo girar mais rápido e a vida passar logo.
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