É muito tênue a linha que separa o clichê e o original. O plágio e o novo. Aquilo já feito e aquilo ainda não criado. Afinal, nem todos somos visionários, temos medo de arriscar palpites em alguma coisa que será feita, por não termos experiência, sabedoria ou - por que não? - cara-de-pau mesmo.
Muitos ainda confundem originalidade com um conjunto de palavras sem sentido, que buscam ser um exemplo de abstração e profundidade. O que só leva a incompreensão.
- E aí, que que achou?
- Sei lá...
- Como assim?
- Eu não entendi.
- Mas é isso mesmo que eu queria. É uma obra neoabstrata ligada aos conceitos do impressionismo alemão. Vê o movimento das cores?
- Hmmm...
- E o sentimento que te passa?
- ...indiferença?
Eu nunca fui sensível ao abstracionismo, é verdade. Mas também temos o outro lado, aquele texto objetivo, claro, sucinto e, consequentemente, chato pra dedéu.
- E aí, escreveu aquilo pra Vivi?
- Pode crer que sim, cara, dá uma olhada!
- "Era uma vez o amor, ele me encontrou quando a gente se conheceu, te amo, beijos. Fim."
- Legal, né? Ela vai ficar tão feliz!
- ...ô, se vai.
É, isso não é um bom exemplo, mas já dá uma idéia do que eu quero dizer.
O que acontece é que no final, cada um de nós cria do jeito que pode, com as influências do seu meio e com os instrumentos intelectuais que dispõem. Não é o jeito que se inventa que faz a diferença. É o sentimento aplicado na criação.
E se copiar alguma coisa, só coloca a referência que tá tudo certo.
boooooa gio
ResponderExcluirGio, não foi tu que escreveu isso ¬¬ heueaheauh mas é um ótimo texto. Só me diz o que é visionário? ;)
ResponderExcluirÉ, faltou a referência gio!
ResponderExcluirótimo! ;)
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